Redes Sociais Entendidas como Redes Fechadas de Conversações no Espaço Social






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Redes Sociais Entendidas como Redes Fechadas de Conversações no Espaço Social


Foro: Biología-Cultural: Ciência Nova e Arte do Habitar Humano.

Ignacio Muñoz Cristi em 26 abril 2010 às 23:28

Desde a biologia-cultural o conversar não é Falar, falar é uma maneira do conversar, e conversar e um fluxo de vida no emaranhado de emoções e linguagem. La cultua se describe como uma rede fechada de conversaçoes. Y toda a atividade humana surge em redes de conversações, e cada tarefa em particular se constituye como uma forma particular de entrelaçamento de fazer , sentires e emocioes. Olheado asím, a Escola de Redes e uma rede fechada de redes abiertas y fechadas de conversaçoes. Y como todas a redes sociais no é social em si mesma, depende do sentir e emoção com que se la habita.
O convite aqui é pensar sobre as redes sociais a partir da comprención da biologia-cultural e, em particular, da rede social que queremos juntos co-inspirar.

Augusto de Franco em 27 abril 2010 at 7:56
Pois é, caro Ignacio. Mas é necessário provocar uma desastabilização nessa visão inspiradora de nosso Maturana. A plataforma Ning, que usamos aqui como ferramenta de netweaving, por certo, não é uma rede social. Mas as pessoas que interagem aqui, enquanto interagem, conformam redes sociais. Indivíduos interagindo são pessoas (humanas) e, enquanto tais, já são redes (sociais). Claro que, para fazer isso, é necessário que se atualize uma emoção (cooperativa ou amorosa), mas não um conteúdo determinado. A provocação é importante porquanto não é difícil confundir a co-inspiração como alguma coisa além da co-inspiração, alguma coisa que dependa de uma convicção, de um conjunto de idéias, de um ethos ao qual se deva aderir ou que se deva assumir e reproduzir.

Há aqui um perigo. Redes sociais não são ajuntamentos de pessoas que se dispõem consciente e voluntariamente a cooperar, a amar os semelhantes, a ter uma "ética". As pessoas nas redes cooperam enquanto interagem cooperativamente. E só são cooperativas (e amorosas) enquanto fazem isso. E, a rigor, só são humanas na medida em que fazem isso (não em uma rede voluntariamente construída e sim naquelas redes que existem independentemente de nossos esforços conectivos, que nos acolheram quando nascemos e continuam nos acolhendo enquanto vivemos). Não é que elas decidiram, antes, ser cooperativas para poder participar das redes, como quem faz uma profissão de fé para aderir a uma nova organização inspirada por uma nova doutrina. Rede sociais não são clubes de anjos, não são um novo tipo de organização baseado em uma nova visão do humano e do social. Simplesmente elas são o que são porquanto não podem não-sê-lo existindo indivíduos que interagem em seu processo de humanização. O humano só se consuma na relação com outro humano e é a relação que humaniza ambos.

Nada de pensar redes sociais como um clube seleto de pessoas cooperativas. As pessoas mais cooperativas do mundo tornam-se agressivamente competitivas se estiverem imersas em constelações centralizadas de fluxos, em configurações verticais, em organizações com topologias mais centralizadas do que distribuídas. Digo às vezes que Mohandas Gandhi ou Francisco de Assis, se inseridos numa topologia como a do Diagrama A de Paul Baran, não poderiam ser cooperativos, amorosos e pacíficos.

Não são as convicções que estão dentro da sua cabeça que determinam nada disso. Portanto, trata-se de exercer a interação em rede e não de convencer os outros do valor da cooperação, do amor e da paz. Trata-se de com-viver, de viver-em-rede, de não se organizar de modo hierárquico, de não obstruir fluxos, desatalhar clusters e excluir nodos. Trata-se de não gerar artificialmente escassez.

Então, meu caro Ignácio, se, sabendo disso, na hora que eu vou me organizar, eu estruturo um cluster separado de outros clusters, com fronteiras fechadas aos fluxos, protegido do outro para conformar uma identidade proprietária... então, nesse caso, de nada adianta sair por aí falando do amor. Simples assim: quem quer realizar essas coisas, deve "fazer redes". Não pode erigir uma igrejinha, uma patota, uma escola (a não ser que seja uma escola-não-escola, ou seja uma comunidade de aprendizagem em rede).

Nosso querido Maturana (há muito tempo admirado e amado por mim e por muitos de nós) e o pessoal da Instituto Matriztico (ou da Escola Matriztica de Santiago) devem refletir sobre essas coisas. Essa é a provocação fraterna que faço aqui.




Ignacio Muñoz Cristi 1 dia atrás
Provocación reflectiva alegremente aceptada Don Augusto. Obrigado por su interes e desculpe meu portugñol.
Me parece que voçe apunta al corazón de la cuestión con sua opinión. Antes que nada tendría que indicar que ninguém escapa al hecho de que vemos y decimos todo lo que vemos y decimos desde algún critério de distinçao, por ende todo lo que la comunidad Matríztica, y en este caso yo, comprendemos desde la biología-cultural, surge, nao como uma verdade em si, sino como um aspecto de las coherencias sistémicas distinguidas desde las abstracciones que constituyen los criterios desde donde vemos y decimos. Muy especialmente la naturaleza no essencial de o social, la cual es uma dinámica fluida que a veces está y a veces nao, dependiendo de la configuración de emocioes que la constituyen. Ciertamente nao se trata de invitar a ser amorosos, sino de mostrar que las condicioes de posibilidade para el surgimiento, realización y conservación de uma dinámica social simplemente nao se dan si nao se da una dinámica relacional de mutua aceptación (amar). Tampoco se dice aquí que haya umas relaciones buenas y otras malas, nao, sólo son distintas. Como ocurre respecto a las relaciones laborales, que nao son sociais, sin embargo abren un ámbito de relacionamiento que posibilita otras dinámicas relacionales, entre ellas las sociales. Así sucede por ejemplo al hacer amistad con os nossos colegas de trabalho o con el chefe. Pero la amistad con el chefe existe en un ámbito distinto de la relación laboral que se tiene con él, lo cual es observável al ver que el chefe nao responderá primariamente como amigo ante uma falta ao contrato laboral, sino como chefe. Igualmente el empleado ante um eventual nao cumprimento no pagamento de su salário. Y todo esto pudiendo conservar la relación amistosa, justamente porque ocurren en ámbitos disjuntos.
Em seguida, sucede que lo que distinguimos al mirar cualquier dinámica social, humana o nao, se puede abstraer diciendo que; en cada ocasión em cual vemos que los membros do um conjunto de seres vivos constituyen con suas conductas uma matriz relacional que actúa para elos como um medio nel que elos se realizan y conservan como tales, y existen em uma coderiva que es contingente a la sua participación en dicha trama relacional, distinguimos un sistema social. Pero esto nao ocurre si nao se da una dinámica de mutua aceptación, la cual es un fenómeno primariamente emocional, nao racional, aún cuando se puede razonar sobre el como aquí juntos estamos facendo.
Quiero dejar muy claro que, en mi experiencia, la Escola de Redes sí es un sistema social, por que lo que he distinguido hasta hora ocurre en este espacio de mutua aceptación. De hecho, un muy particular espacio do aceptación em cual se invita a refletir compartilhadamente em torno a las condiciones de posibilidad para la ampliación de las dinámicas de mutua aceptación que permiten la realización de una cultura democrática de las llamadas redes sociales. Mi provocación refletiva tiene a ver com invitar a olhear que lo social aquí, y en todas partes, es un fenómeno propio do sistemas dinámicos (y estructuralmente determinados) que ocurre como un fluxo, no es una propiedad intrínseca de los conjuntos de seres vivos o humanos. Ahora bien, La Escola de Redes por lo demás es un ámbito social sólo para los participantes que realizan la cultura que la constituye, lo cual queda evidenciado no la aceptación do las tarefas a que cada uno de nos se compromete (concorda?) cumprir. Simplemente nao se acepta, o nao se permite la conservación, de as pessoas que no satisfacen el modo de convivencia que constituye la identidade de la Escola. Entonces ela nao es un espacio social para las personas que nao la habitan, y tampoco lo será para las personas que de un día para otro començen a moverse conservando uma convivencia que contradiz o modo do habitar a que ela invita. Esto suena muito óbvio, y no tiene nada de malo, siempre es así, pero sino atendemos al fundamento es fácil esquecer la natureza dinámica del fenómeno social, que se desintegra, como voçe bem señala, cuando se perden las relaciones coínspiradas em torno ao cual la comunidade quiere conservar al centro de suas relaciones constitutivas, como por ejemplo el enfatizar conductas que tienen que ver con el deseo de vender, o de capturar clientes no aquario, y en general todo lo que tiene que ver con violar las reglas de nossa comunidade escolar. Todo esto queda claro en el mismo decir de la Escola: “Regras da Escola-de-Redes são orientações baseadas em acordos de convivência considerados automaticamente aceitos por quem se conecta aqui. Quem não aceitar não deve se conectar. Quem violar as regras será banido do site”.
Entonces Don Augusto, meu invitación central tiene a ver com mi deseo do aportar al refletir conjunto sobre aquelo que la Escola, como comunidad humana que somos, deseja conservar en su convivencia, ya que todo irá mudando según sea lo que conservemos momento a momento en nossa coderiva. Ya que como diz la ley sistémica de la conservación y cambio (Maturana y Dávila dixit): “Cuando en un conjunto de elementos comienzan a conservarse ciertas relaciones, se abre espacio para que todo cambie en torno a las relaciones que se conservan”. El vivir de los seres vivos ocurre como uma permanente dinámica de cambios estructurales em um meio cambiante, pero nesta deriva estructural natural ocurrem dinámicas de conservación que operan como fluxos estacionarios, es decir, son fluidas, móviles, pero se conservan em tanto se den las condiciones de posibilidad para sua conservación. De aquí a importancia do preguntarnos por lo que queremos conservar en la Escoela, como de manera implícita ya se hace en los distintos grupos, por ejemplo en nosso grupo “Pensando uma plataforma de Netweaving”. Y muy particularmente en la inspiración que, me parece, funda nossa Escola de Redes, la cual tiene que ver con la realización de uma cultura democrática, de colaboración, abundancia y descentralización operacional expandida y nao autocrática. Lo cual pienso se quiere sintetizár en el lema: “A rede não é um instrumento para fazer a mudança. Ela já é a mudança!”
Obrigado.



Augusto de Franco 23 horas atrás

Salve meu novo amigo @Antropoetico, Ignácio Muñoz! É isso mesmo que você diz (do lugar onde diz, hehe - também eu posso fazer incursões no "maturanez", como sempre brinco com meu amigo Algarra).

Mas, como penso, do lugar onde digo, é quase isso.

Você afirma que "nao se trata de invitar a ser amorosos, sino de mostrar que las condicioes de posibilidade para el surgimiento, realización y conservación de uma dinámica social simplemente nao se dan si nao se da una dinámica relacional de mutua aceptación (amar)". O que estava dizendo é que não há como mostrar tais condições sem experimentá-las. E experimentá-las é interagir em rede.

Ontem mesmo, falando no Encontro Vivo de Pessoas, ressaltei este ponto. Os dirigentes da empresa chegaram à conclusão de que os colaboradores da empresa devem amar seus clientes (e os demais stakeholders) para transitar para um padrão de rede. Observei então que o amor não pode ser um apelo (ou uma explicação) para levar alguém a amar. E que tal só se consuma quando as pessoas começarem a conversar e a se estruturar em um padrão de rede. Assim como não há caminho para democracia, posto que a democracia é o caminho, não há nada que se possa fazer para transitar para um padrão de rede a não ser interagir em rede.

E mais: não é qualquer conteúdo que pode inspirar alguém (ou co-inspirar muitos) a interagir em rede e sim a própria interação... Penso que não se entenderá isso a menos que se observe fenômenos inconscientes, que não dependem da vontade do sujeito - das pessoas, no caso das redes sociais - fenômenos como a sincronicidade, a reverberação, os múltiplos laços de realimentação de reforço, o aglomeramento e o espalhamento, o enxameamento, a imitação distribuída, a contração de caminhos... É claro que, se quisermos fazer voluntariamente uma rede, apenas construiremos interfaces para tentar "conversar" com aquelas redes que existem independentemente de nossos esforços conectivos.

Este é o caso da Escola-de-Redes: as regras (ou acordos de convivência) são tentativas de não produzir artificialmente escassez (hierarquia é, por definição, escassez de caminhos artificialmente produzida); além é claro, de estabelecer um propósito (todas as redes voluntariamente construídas têm um propósito inicial, do contrário não seriam voluntariamente construídas).

Mas as regras não são uma separação entre os de dentro e os de fora a partir de um conteúdo, de uma mensagem, de uma doutrina, de um conjunto de idéias que alguns compartilham e outros não. Se fizéssemos isso, erigiríamos uma escola. A Escola-de-Redes - se quiser ser rede - é apenas uma maneira de mostrar: não há escola (da única maneira possível de mostrar isso, que é: não-fazendo Escola). Está percebendo a diferença, caro Ignácio?

Se você junta os que compartilham qualquer corpo de idéias (mesmo que sejam as excelentes idéias de nosso amigo Humberto Maturana) e, a partir daí, constrói um coletivo, você está fazendo uma escola. Não importa o que você pense, valorize, fale ou pregue: você ensina, quer dizer, escorre por um sulco já cavado pelo ensinamento! Não importa para nada se você reconhece (aliás, corretamente, a meu ver) que o patrimônio cultural conservado pela comunidade matriztica "não é uma verdade em si, mas um aspecto das coerências sistêmicas apreendidas a partir das abstrações que constituem os critérios a partir dos quais vemos e dizemos (o que dizemos)".

Em outras palavras: não é o desejo (dos sujeitos) de conservar determinado corpus teórico, nem mesmo o desejo de conservar um modo de convivência explicitável e explicável (pelos sujeitos) que constitui a comunidade humana (ou a rede). A rede acontece quando você interage. Ponto. Tudo que podemos fazer para ensejar a interação é evitar a produção artificial de escassez. Não adianta sistematizar conteúdos e esperar que, sintonizando-se com tais conteúdos, as pessoas passarão a conviver em rede. Isso está no terreno do proselitismo (uma dimensão de ensino, de propagação de ensinamento, não de aprendizagem).

Escrevendo agora o NET-W34V3R HOW-TO (que é apenas aparentemente uma atualização do H4CK3R HOW-TO de Eric Raymond: 10 anos depois), tenho refletido mais sobre isso. Raymond aconselhava o Zen aos hackers, a meu ver um formidável software de desconstituição de certezas, compartilháveis por uma ou várias comunidades. Tenho pensado que precisamos voltar ao Tao, para limar as aderências doutrinárias que ele adquiriu: ao se fundir ao budismo foram introduzidos conteúdos...
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